Louvai-ao-Senhor

CORAGEM DE AMAR E SER VOCÊ…

Ter coragem de ser é o meu chamado como homem na Terra.

Ter coragem de ser não é ter descontrole sobre o ser.

Tem gente que pensa que os seres corajosos existencialmente são aqueles para os quais não há limites.

Pura bobagem.

Os que têm coragem de ser são exclusivamente os que têm coragem de amar, e de não fugir do amor, não das paixões.

A entrega às paixões faz cada vez diminuir mais a capacidade interior de experimentar o amor.

O amor demanda certa vontade limpa e virgem existindo na alma.

Quanto mais simples for o amor, mais profundo será.

O amor quer apenas ser uma maneira de ver o outro, os outros e a vida.

Cônjuges que se amam não tem muito o que explicar.

O amor é.

O amor só poderia ser puro mistério. Afinal, sua procedência é mistério, pois Deus é amor.

O amor desafia a audácia dos existencialistas que se orgulham de sua coragem de ser enquanto desdenham do amor.

Pobres lutadores de lutas contratadas. Morreram secos e infelizes… cheios de casos que não o caso do coração.

A morte do bravo será sempre o descansar de um coração que não fugiu do amor quando o encontrou.

Esses conquistaram mais que impérios.

Sim, eles conquistaram o medo mais essencial dos humanos enquanto não sucumbiram à fobia da morte, que é o seu oposto: o medo de amar.

É por isso que a conquista de Deus sobre o homem só acontece quando o amor de Deus seduz a alma para sempre.

E é esse entregar ao amor que acabará por nos curar do medo.

Antes disso, Deus não terá sido o Deus da libertação.

Pois se é a verdade que liberta, é através da entrega ao amor que a liberdade se consuma.

Liberte-se pra Amar a Deus Acima de Tudo …

 

 

 

Amigo

SERVOS JÁ NÃO, AMIGOS SIM!

Foi assim que Jesus disse que deseja que O vejamos, e que assim, Nele, nos percebêssemos.

Claro que o Evangelho que é Jesus e Jesus que é o Evangelho — pois a Boa Nova é Jesus e Jesus é a Boa Nova, nos ensina a viver e caminhar neste mundo de cardos e abrolhos.

No entanto, o Alvo de Tudo é muito claro!

Deus quer amizade, intimidade, unidade nossa Nele e uns com os outros, e com o todo de tudo o que Ele chama Vida!

Após dizer que nos chama de amigos e não de servos, e também tendo antes definido que os amigos Dele são os que entendem os mandamentos com a alegria da obediência impulsionada pelo bem que o caminhar em fé mediante o amor produz…

Ele concluiu na chamada Oração Sacerdotal, que o desejo Dele era que víssemos a glória do amor Dele no Pai, e que também nos tornássemos parte disso, numa fusão misteriosa que Ele definiu apenas como…

EU NELES, TU EM MIM E ELES EM NÓS!

Esta é a minha e sua vocação de ser!

O resto é a confusão que turva a visão simples do chamado para nos fundirmos no amor de Deus, em Sua amizade, e em Sua glória, que é nos amarmos Nele eternamente!

 

 

Pastor bom

Pastor

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é “repartível”. Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um “assim diz o Senhor”, uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.
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E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: “combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé”. Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.

Eu sou pastor.

Obrigado, Senhor!

timoteo

Não se esqueça Ele é nossa ressurreição

Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos… II Tim 2: 8 Paulo estava preso e vendo que o cenário em volta não era prospero.

Os judaizantes, legalistas, perseguiam a mensagem da Graça, os cristãos gentios estavam impressionados com novidades e com fabulas judaicas; e, sobretudo, havia uma grande proliferação de picaretas pregando em nome de Jesus, mas já não mais o evangelho.

A leitura de ambas as epístolas dirigidas a Timóteo poderá dar a qualquer leitor a certeza do que afirmo acima. O velho tenta inocular esperança no coração do jovem! O modo como Paulo faz isto é, antes de tudo, chamando Timóteo à certeza da ressurreição de Jesus.

Dois mil anos passaram. Hoje a situação é muito pior. Pior como realidade e pior como constituição. A realidade é existencialmente apocalíptica (II Tim 3: 1-9).

A constituição do problema é pior: não se tem mais a esperança de que a igreja tenha o que dizer ao mundo, e nem sabe o que dizer a si mesma! E nós? Como ficamos? Para onde iremos? O que nos resta? O que vale e o que não vale? Faz sentido lutar por alguma coisa ainda?

Paulo não venceu a “parada”, do ponto de vista histórico, pois, não a venceu no âmbito da consciência dos cristãos. A mensagem da Graça não é e não foi crida.

O próprio Protestantismo abraçou a Graça por um pouco, e não de modo radical. Hoje já não se vê sinais da mensagem da Graça, não me refiro ao uso da palavra “graça” sendo vivida como consciência entre os cristãos.

Os legalistas venceram! Os judaizantes ganharam a peleja! O cristianismo se converteu em religião! A mensagem se transformou em produto a ser vendido!

Deus foi tirado até da pureza dos altares pagãos e colocado no supermercado da religião cristã! E nós? Como ficamos? Para onde iremos? O que nos resta?

O que vale e o que não vale? Faz sentido lutar por alguma coisa ainda? Tudo mudou, mas há algo que não muda! Lembra-te de Jesus… Ressuscitado dentre os mortos! Quando não há mais esperança humana…

Há ainda a ressurreição dentre os mortos. Olho em volta e por vezes me desespero. Sinto angustias com meu irmão Paulo. Sei o que ele estava sentindo. Conheço seu desanimo e sua busca de não esmorecer. Entendo-lhe o ser…

O desejo dele era que acontecesse o que acontecesse, Timóteo lembra-se que Jesus está vivo. Vivo onde? Em que mercado? Em que prateleira? Dando embalagem a que produto? Vendido em prestações?

Quantas novenas a pagar? Jesus está vivo! E essa loucura toda feita em Seu nome não ficará impune. Pode-se ouvir a Voz de muitas águas. Aquele que venceu o mundo tende bom ânimo, venceu a morte ressuscitou dentre os mortos e agora vai vencer também a religião!

Na terra, entre os homens, o último inimigo a ser destruído é aquele que se “faz passar por Deus e se assenta no lugar santo”.

E ficamos procurando o anticristo no mundo! Eles saem de nosso meio. Andam entre nós. Usam o nome de Jesus. Tiram a esperança asseverando que a ressurreição já era (II Tim 2:18).

No meio cristão a ressurreição não é negada. Só não é crida. Se crêssemos na ressurreição não estaríamos como estamos e nem teríamos construído a história que construímos em “nome de Jesus”.

Lembra-te da ressurreição. A verdadeira Igreja tem dono. Ele é fiel.

Não nos salvou para “isto”. Lembra-te de Jesus ressuscitado! Ele não entregou a história a nenhuma igreja.

Ele é o Senhor que vem e que é chamado Fiel e Verdadeiro. Ele ferirá com a vara de sua boca.

Sua Palavra não tem como não ser vencedora. Mesmo que isto tenha que acontecer contra aquilo que hoje pretende representá-la na Terra. Lembra-te de Jesus ressuscitado! Lembra-te apenas disso!

Nele, nossa Ressurreição…

reflexões

O PAI VOS AMA

João 16: 25-27 Jesus estava se despedindo. O ambiente era nostálgico.

Respirava-se tristeza e orfandade. “Naquele dia pedireis em meu nome; e não nos digo que rogarei ao Pai por vós. Porque o próprio Pai vos ama, visto que tendes me amado e tendes crido que vim da parte de Deus”. Os discípulos, pela seqüência das coisas, não entenderam bem o que Jesus lhes havia dito.

Mas para nós, hoje, o que Ele disse é tudo! Jesus nos dá a garantia de que ao pedirmos em Seu nome, estamos fazendo o que é absoluto.

Afinal, Ele é o único mediador entre Deus e os homens.

E sem Seu sangue não há remissão de pecados! O que me espanta, no entanto, é que Ele se auto-despoja de Seu próprio papel mediador e diz: “…e não digo que rogarei ao Pai por vós”.

A alma se angustia. E agora? “Sem Tua intercessão quem nos acudirá?

” A resposta de Jesus é maravilhosa: “É que o próprio Pai vos ama!” Olho para mim mesmo e pergunto: “Por que, de onde é baseado em que vem este amor?”

“É porque tendes me amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus”. Assim, tudo volta para Jesus.

O Pai me ama porque eu amo ao Filho.

E meu amor ao Filho brota como reconhecimento de quem Ele é! Desse modo, ao dizer que não rogará por nós porque o próprio Pai nos ama, Jesus também está dizendo que o caminho de nossa filiação está estabelecido e também o da liberdade e da intimidade com Deus, o Pai.

E mais: Jesus está nos ensinado que Ele é a Porta, não o Porteiro!

Quem assim crê, entra pela Porta sem medo e sempre acha pastagem!

Nele, nossa Boas Novas…